Institucional

O Tabelionato – Nossa História

Em 5 de abril de 1927 , Novo Hamburgo emancipa-se de São Leopoldo, transformando-se em município autônomo. A população e os empresários locais contavam, então, apenas com um Cartório Distrital, onde eram efetuados os registros civis das pessoas naturais (nascimentos, casamentos, óbitos) e os atos notariais (escrituras públicas, reconhecimentos de firmas). Entretanto, com o surgimento de uma nova realidade, tornou-se necessária a criação de novos órgãos, ou seja, o Registro de Imóveis e o Tabelionato. A este último, foi anexado o Ofício de Protestos e o de Títulos e Documentos e de Pessoas Jurídicas.

Devido às mudanças ocorridas, o Cartório Distrital perdeu as suas atribuições notariais, passando a atuar exclusivamente como Ofício de Registro de Pessoas Naturais. Alberto Müller, então escrivão distrital titular, foi promovido à função de Tabelião de notas e de protestos e Oficial de Registro de Títulos e Documentos e de Pessoas Jurídicas. Sua mulher, Emília Müller, trabalhava como sua ajudante e, após o falecimento do marido, ficou respondendo pelo Cartório até ser efetivada como titular, depois de aprovada em concurso.

Naquela época, a cidade já estava em pleno surto de crescimento. A população aumentava, o número de empresas e casas comerciais multiplicava-se rapidamente e, por volta de 1933, foi criado mais um tabelionato, o 2º. O tempo foi passando, a cidade continuou a acelerar o seu crescimento. Grandes homens se foram e outros tantos despontaram. Eram, na verdade, novas idéias incentivando uma nova realidade e auxiliando o desenvolvimento de Novo Hamburgo.

Em 1951, Emília Müller convidou o bacharel Carlos Luiz Poisl, recém formado em Direito em Porto Alegre, para ocupar o cargo de ajudante-substituto no 1º Tabelionato, sendo aceito o convite. Depois de algum tempo nessa atividade, e tendo falecido o tabelião do 2º Tabelionato, Benjamin Altmayer, Poisl prestou concurso para preencher a vaga então aberta, classificando-se em primeiro lugar.

Antes de assumir o cargo, porém, a Emília Müller aposentou-se e Carlos Luiz Poisl, aproveitando a classificação obtida no concurso, pediu e obteve nomeação para exercer o cargo de Tabelião no 1º Tabelionato. A ele continuavam anexados os Ofícios de Protestos e de Registro de Títulos e Documentos e de Pessoas Jurídicas. Buscando melhorar cada vez mais a eficiência dos serviços prestados à comunidade, o novo Tabelião passou a introduzir inovações. Desta forma, foi conquistando a confiança de uma clientela cada vez maior e definindo as novas linhas de atuação do estabelecimento.

O Cartório Poisl passou a se destacar em diversos níveis. Foi o primeiro do Estado a contar com uma máquina para fotocópias. Foi, também, o primeiro de todo o Estado a adquirir uma máquina de escrever elétrica e repetidora de textos, e o terceiro no Brasil a introduzir o sistema de microfilmagem dos documentos registrados no Registro de Títulos e Documentos e um dos pioneiros na informatização dos serviços, tendo sido criador do sistema de protestos de títulos que hoje, adaptado às características locais, roda em inúmeros tabelionatos de protestos de nosso Estado. Pequenos detalhes? Talvez. Mas foram, sem dúvida, junto com a seriedade, capacidade e competência de seu titular, grandes responsáveis pela reputação que o Cartório Poisl passou a desfrutar junto à opinião pública.

Com a melhoria dos serviços e o alucinante crescimento de Novo Hamburgo, verificou-se, também, uma nova dimensão no ritmo de trabalho. Logo, as instalações tornaram-se pequenas e, em 1963, aconteceu a primeira mudança. Da casa de Emília Müller, o Cartório passou para uma loja do Edifício Minuano. Tinha, naquele período, seis funcionários.

Dez anos depois, sentindo novamente o problema de espaço físico, mudou-se para uma loja na Galeria Central e, em 1977, passou a ocupar, definitivamente o prédio onde atende atualmente, na rua Júlio de Castilhos, 419, já então contando com 17 colaboradores. Em 1987, o Tabelião Poisl aposentou-se, cumpridos mais de 35 anos na atividade. Sucedeu-o o seu ajudante, bacharel José Flávio Bueno Fischer, que contava, na época, com mais de 10 anos de serviço no cargo, tendo se destacado pelas inovações técnicas que introduziu no cartório.

Graças à experiência acumulada através dos anos e à eficiência demonstrada em todos os serviços, o Tabelionato Fischer desfruta, hoje, de uma posição destacada e respeitada. O seu conceito junto à comunidade em geral, empresários, casas comerciais e entidades de todo o gênero é a de um órgão competente, ágil, eficiente e seguro, a ponto de, em 1995, ter recebido, por votação direta dos associados da ACI-NH, o Destaque Empresarial de melhor prestador de serviços do ano, além de, na seqüência, acumular premiações importantes na área da qualidade, da valorização dos recursos humanos e da responsabilidade social.